A ideia de multiplicação está representada de maneira bastante conveniente pelos profissionais dá área médica. Depois de educar e formar os estudantes médicos, esses profissionais não os mandam embora, dizendo: "É isso aí pessoal. Boa sorte para vocês. Vão à luta!". Como você se sentiria se estivesse deitado num leito de hospital, prestes a ser operado, e o médico dissesse: "Veja bem, eu nunca realizei uma cirurgia de verdade, mas... Já que estamos aqui, vamos ver se faculdade de medicina serviu para alguma coisa. Vamos lá pessoal, manda bala nessa anestesia que eu quero acabar logo com isso"?. Provavelmente, você gritaria na hora: "Para tudo! alguém me tire daqui!".
Sem dúvida, queremos ser atendidos por um médico realmente treinado, um cirurgião habilidoso, alguém que tenha viajado para estudar com os melhores médicos na área. Queremos um profissional que possua treinamento específico em técnicas testadas e aprovadas por meio de procedimentos médicos adequados; alguém que tenha passado o anos sendo observado, corrigido, confrontado, criticado e repreendido. Enfim, queremos alguém que tenha sido mentoreado.
As áreas do conhecimento que mais progridem são aquelas em que os professores são muito mais que meros depósitos de informação. Os estudantes precisam de escolas onde os professores se preocupem com a vida de seus estudantes, onde o aluno não é apenas um número de chamada. É por essa razão que não acredito em educação teológica on-line (por falar nisso, ninguém pode aprender cirurgia pela internet.) A informação pode trafegar na rede; porém, a educação exige mais que acesso a dados: é preciso de um mentor - uma pessoa amadurecida cuja vida influencia o indivíduo sem experiência."
Charles Swindoll — A igreja desviada: um chamado urgente para uma nova reforma ( pags 113-114 )
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